quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Runas - Um poderoso oráculo atemporal.

Existem infindáveis fontes na internet sobre runas. Desde sua origem até a grande discussão se elas eram ou não, originalmente, usadas para uso oracular ou somente como o alfabeto dos nórdicos antigos.

Independente do que seja "a verdade sobre as runas" eu, TiwBrás, estudo e leio runas a mais de 10 anos e garanto a vocês que elas são uma fonte confiável de respostas e conselhos. Se simples alfabeto e posteriormente poderoso oráculo ou vice-versa, a eficiência das runas é comprovada por todas as pessoas que as usam e eu incluso.

Mas de onde elas surgiram? Elas preveem o futuro? Como entender as runas?

Vou começar, antes de tudo, explicando que existem alguns grupos de runas que foram sendo desenvolvidas ao longo do tempo. O conjunto mais "famoso" de runas é o Futhark Antigo (e são essas que vou explicar post-a-post) e elas eram usadas com mais frequência na Germania. Existe o Futhark Jovem, que apenar do nome ele é mais antigo que o Futhark Antigo (sim, é um pouco confuso) e consiste em 16 runas usadas pelos escandinavos antigos. Chamam elas de Futhark Jovem só porque foram descobertas depois do Futhark Antigo, enfim. Existe o Futhork, que data da época das grandes expansões das civilizações e por ultimo as runas de Northumbria que foram usadas em larga escala pelos celtas nos tratos comerciais e financeiros. Nessa época todas as runas já eram usadas na escrita, de alguma forma, e na composição de alguns alfabetos mais distintos.




Mas falando especificamente sobre o Futhark Antigo, que é o grupo de runas que mais se fala e existe mais material sobre, conta-se que Odin, enquanto rei nórdico, sim, uma pessoa chamada Odin, quis que os humanos tivessem mais acesso à sabedoria dos Deuses e Deusas e por isso se deslocou de Midgard (que conhecemos como planeta Terra) até Yggdrasil, a árvore da existência, onde ficam localizados os nove mundos entre outras coisas, para falar com as Nornir, as Senhoras do tempo, sobre esse assunto e assim conseguir trazer esse conhecimento para nós humanos. Mas como Gebo, a runa da equivalência, ensina: todo presente pede um presente em troca. E o que Odin poderia dar em troca de um conhecimento tão importante e complexo? Bom, ele era um humano lidando com algo fora do seu centro de domínio, então resolveu ofertar a si mesmo em troca. Mas isso não era o suficiente. Então decidiu se matar três vezes como forma de confirmação da seriedade que ele dava aquele feito.

Mas por que e como se matar três vezes?

Odin era um rei guerreiro e como tal almejava morrer em batalha, de forma honrada, para assim ser lembrando por seus descendentes. Qualquer morte que não fosse em batalha, para um guerreiro, era visto como vergonha por toda a sua tribo. E dentro dessa realidade, Odin decidiu não só morrer em desonra para trazer esse conhecimento ao humano, ou seja, um bem maior, como o decidiu fazer três vezes correndo o risco de ser desonrado por gerações sem fim. Tudo porque ele entendia que o ser humano possuía estrutura suficiente para ter acesso a esse conhecimento atemporal e que valia a pena ser lembrado por isso.

Mas como fazer isso? Pois bem, a lenda conta que durante um período de nove dias e nove noites Odin se auto imolou através dos atos de ficar pendurado num dos galhos de Yggdrasl, depois se jogar numa lança e por último se jogar numa fogueira. As Nornir olharam aquilo como uma prova séria de que o desejo dele era genuíno e decidiram dar o conhecimento das runas para ele. Mas exigiram uma garantia de que esse conhecimento não seria usado de forma leviana.

Para todos os efeitos Odin precisaria estar em constante contado com esse repositório de conhecimento atemporal e universal, presente da fonte de Urdh, que brotava de uma das raízes da própria Yggdrasil, para que não sucumbisse a ganância de reter aquele conhecimento apenas para ele. Afinal ele era só humano. Por isso elas exigiram que um dos olhos dele fosse depositado na fonte de Urdh e assim uma parte dele andaria no mundo material ao mesmo tempo que uma parte dele estaria nesse repositório de conhecimento.

Essa história é verdadeira? É apenas uma lenda? Aí fica a cargo de cada um tirar suas próprias conclusões com base em seus próprios filtros. E claro que esse é só o resumo do resumo do resumo de todo o caso.

O que o trabalho com runas me ensinou durante esses anos todos é: seus ensinamentos são atemporais e portanto não importa o avançar da evolução, elas sempre serão uma ótima fonte de conselhos e direcionamentos.

Cada runa é, essencialmente, uma representação de um estágio da existência, de onde nos encaixamos no grande fluxo da vida até nossa função como elos de uma grande corrente chamada existência, o rompimento desse ciclo e o encontro com o infinito.

A sequência de posts aqui no site é a "verdade absoluta" acerca desses ensinamentos? Claro que não!

Meus posts de runas são a palavra final acerca de seus significados? Claro que não!

O estudo de runas ocupa uma vida toda para ser compreendida no total e cabe a cada runester descobrir qual foco seus estudo tomarão.

O que coloco nesses posts é um pouco do que minha experiência no assunto me trouxe de acordo com meus métodos de estudo que consistem em: absorver o conhecimento atemporal de cada runa, seus ângulos e aplicações praticas com foco na visão do povo nórdico antigo, tanto escandinavo quanto germânico, e trazer para nossas necessidades modernas não fugindo em nenhum momento dos significados originais.

Por isso convido vocês a estudarem junto comigo ao longo desses posts e compartilhar suas experiências para que todos possamos crescer juntos em ensinamentos e compreensões dessas jóias oraculares tão antigas e intrigantes que são as runas do Futhark Antigo.

Conteúdo Correspondente