quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Casas Astrológicas

As Casas Astrológicas são divisões da esfera celeste, projetadas a partir de um dado local na Terra. Elas surgem do cruzamento entre os dois eixos principais: um horizontal (Ascendente / Descendente) e outro vertical (Meio-do-Céu / Fundo-do-Céu). Estes eixos correspondem a projeções dos quatro pontos cardeais.

O Ascendente, ou Oriente, corresponde ao Nascente. Por oposição, o Descendente ou Ocidente corresponde ao Poente.

O Meio-do-Céu corresponde ao Sul e o Fundo-do-Céu corresponde ao Norte.

Uma regra simples define muito bem o nosso mapa natal:

* Os planetas mostram o que acontece
* Os signos mostram como acontece
* As casas mostram onde acontece


As Casas Astrológicas portanto, representam os vários setores da nossa vida. Como expressamos estes setores nos é revelado através dos signos e planetas contidos nas 12 Casas do nosso Mapa Natal.

As primeiras seis casas são individuais, começando pela casa I que é o início de tudo, nossos primeiros passos, nosso corpo físico, indo até a sexta casa que define nossos hábitos e a nossa relação com trabalho e saúde.

As seis últimas casas são coletivas, indo da nossa necessidade de relacionamentos e parcerias na sétima casa, passando pela consciência social da décima primeira casa até o nosso subconsciente, a casa doze!




As casas Astrológicas

Ascendente - Impulso de Orientação, a "Aurora"

CASA I - Ser - Temperamento e Comportamento
CASA II - Ter e Fazer - Dinheiro e Segurança
CASA III - Aprender - Primeiros Estudos e Cotidiano

Fundo do Céu - Impulso de Fundamentação, "Nadir"

CASA IV - Sentir e Sonhar - Família e Lar
CASA V - Prazer - Criação e Filhos
CASA VI - Trabalhar - Direitos/Deveres e Saúde

Descendente - Impulso de Complementação, "Crepúsculo"

CASA VII - Associar - Casamento e Sociedades
CASA VIII - Transformar - Perdas e Heranças
CASA IX - Refinar - Filosofia e Religião

Meio do Céu - Impulso de realização, "Zênite"

CASA X - Aperfeiçoar - Profissão e Aprimoramento
CASA XI - Libertar (se) - Amigos e Potencialidades
CASA XII - Doar - Sacrifício e Caridade

O sistema das doze Casas do Zodíaco é, como este, o resultado de uma evolução do pensamento astrológico.

Assim como houve tempos em que o Zodíaco não era constituído por doze signos (a Balança insere-se nele em data relativamente tardia), durante muito anos a única subdivisão do movimento diurno foi a dos quatro pontos angulares do Mapa Natal. Mais tarde percebeu-se que em cada ângulo se apresenta uma culminação precedida duma zona de nascente e seguida duma zona de poente, o que conduziu à versão de oito casas.

Deste sistema de oito casas passou-se ao sistema de doze de origem greco-egípcia. Esta formação resultou de um processo semelhante à do sistema caldaico do Zodíaco.

Relativamente à sua gênese, vemos aparecer a simbólica da natureza vivida enquanto experiência anual da alma humana, respostas psicogenéticas da psique às estimulações cósmicas, segundo o processo inconsciente de “projeção” identificado por Jung.

Paralelamente a esta psicologia natural, articulou-se a mitologia estrelar, as alegorias e lendas dos deuses e heróis solares (Osíris, Héracles, Gilgamesch) nas suas viagens e aventuras através das doze estações eclíticas. Especulações filosóficas vieram completar esta bagagem zodiacal.

Assim como a alma humana foi impregnada do ritmo sazonal do Zodíaco, não deixou de sofrer a influência das variações quotidianas da marcha do Sol; os poetas não se privaram de evocar o alegre esbanjamento da manhã, a plenitude exaltante do meio-dia, a quietude do fim do dia e a calma da noite.

Paralelos bastante frutíferos, permitiram até, estabelecer relações precisas entre o círculo do movimento diurno e os Elementos, as estações e as idades da vida, sendo a manhã assimilada à infância, o meio-dia à maturidade e o cair da noite à velhice.

Seja como for, o sistema hermético das Casas repousa essencialmente na simbólica do desenrolar do dia, estando as doze Casas em correspondência com as doze horas duplas do dia babilônico, e, por conseguinte, em relação com o curso do Sol e as imagens da vida corrente, fruto dele. Além disso, as analogias precisas acima mencionadas permitem estabelecer uma equivalência simbólica entre o dia e o ano, ou seja, entre as doze horas babilônicas e os doze meses do calendário. Sendo o grau do Ascendente o começo do ciclo diurno, como o 0º do Carneiro para o ciclo anual, estabeleceram-se correspondências precisas entre a Casa I e o Carneiro, a Casa II e o Touro….a Casa XII e os Peixes.

Se podemos considerar que um fator astrológico é capaz de representar um elemento objetivo, diremos que o signo zodiacal é para a Casa que lhe corresponde o que uma disposição subjetiva é para uma realidade objetiva. Assim, o Touro é um signo oral que tem a ver com as tendências relacionadas com as aquisições e as posses… e a Casa II concerne as finanças, o dinheiro ganho, a fortuna.

As Casas são, em suma, os signos dum zodíaco terrestre, de modo que as suas significações mais não são do que uma “materialização” das tendências do zodíaco celeste.

As suas atribuições constituem, pois, o plano das condições da existência concreta, simbolizando cada Casa um domínio particular da nossa existência.

A configuração que se prende a cada casa define um modo particular de relação do ser com o domínio que a essa casa concerne; fixa, em suma, a atitude que o sujeito adota nesse domínio, e por conseguinte deixa entrever as consequências que daí podem advir.

Assim, a Casa II não diz se o sujeito fará fortuna ou não, e ainda menos a quanto se elevarão os seus bens; situa antes, o comportamento do sujeito perante questões econômicas e, por conseguinte, mas muito relativamente, às suas possibilidades pecuniárias.

Casas vazias? O que significam?

A reação natural que uma pessoa tem ao ver o seu mapa pela primeira vez, é ficar preocupada com as casas que não possuem nenhum planeta. Se a casa 7 está vazia, por exemplo, surge imediatamente a pergunta: será que nunca vou me casar ou me associar a ninguém? Como cada casa está associada a uma determinada área prática da vida, é natural que a ausência de um planeta assuste à primeira vista, mas isto não significa que aquele campo de experiência desta pessoa seja inexistente.

Para trabalhar aquele setor do mapa sem planetas, você precisa dispensar um pouco mais de atenção a ele, já que este cuidado não surge naturalmente, como em outras áreas. Os planetas representam planos emocionais e a ausência deles em algum setor significa que não é natural para você colocar a sua emoção naquele ponto, o que pode gerar algumas dificuldades, mas não inexistência.

Só como exemplo, podemos pegar a Casa 1, que simboliza o temperamento e comportamento de uma pessoa. Existe algum ser humano que não possui um temperamento ou que não se comporta de determinada forma diante da vida? Uma pessoa não vai deixar de ter personalidade só porque não tem nenhum planeta na Casa 1. A dificuldade que ela pode enfrentar é a de não saber se colocar ao centro das situações tanto quanto deveria e ser muito neutra em relação a si mesma, dificuldade que pode ser trabalhada, depois que for percebida.

É esta a grande contribuição da Astrologia: às vezes, alguém pode estar com um problema profissional (Casa 10) e através da leitura do mapa percebe que as dificuldades acontecem por uma deficiência na Casa 1, como a citada anteriormente. A Astrologia não serve para dizer o que vai ou não acontecer, mas para ajudar as pessoas a compreenderem melhor os seus trunfos e dificuldades. As tendências no mapa não são verdades imutáveis, mas pontos que podem ser identificados, amenizados ou até exaltados, através do livre-arbítrio de cada um.

Concluindo ...

Se os signos significam os papéis a serem desempenhados, são os planetas que dão a tônica, como atores a desempenharem esses papéis estabelecidos.

As casas, por sua vez, associadas aos planetas e signos, nos revelam os setores da vida e aos assuntos que estão sendo tratados, dando-nos referência de como lidamos com os mesmos, sendo importante fator a ser considerado na interpretação de um mapa.

Na prática, tomam-se em consideração os eixos das Casas opostas que têm significações paralelas. Assim, tal como o eixo Gêmeos-Sagitário corresponde às tendências móveis e viajantes, o eixo III-IX representa as pequenas e grandes viagens. Note-se também que o eixo II-VIII é relativo ao dinheiro, ganho pelos próprios meios ou através dos outros; o eixo V-XI é o das trocas afetivas, sentimentais e amigáveis; o eixo VI-XII é o dos problemas de saúde, pequenas e grandes doenças. Apenas os eixos I-VII e IV-X parecem puramente complementares ou antagonistas.

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