quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Casas Astrológicas: Casa XI

CASA XI: O mundo das afinidades. As amizades, as proteções, a ajuda, os socorros.

AMIGOS E TRIBOS: Projetos futuros, amigos no geral, sonhos e desejos íntimos, esperanças, aspirações, metas e objetivos de vida, consciência política, atuação revolucionária. Associações, clubes, organizações de caridade e sindicatos. Ela também orienta a nossa capacidade de adaptarmos as exigências de cada grupo em favor do bem comum, lucros e perdas. Depois de estruturar nossa vida e estabelecer nossa posição social na Casa 10, chegamos à Casa 11, com uma sensação de liberdade e com uma sensação de dever cumprido. A Casa 11 está oposta a casa 5, que delimita a nossa exaltação pessoal, portanto ela insere nossa exaltação social e coletiva. Aqui não estamos exaltando o indivíduo, estamos exaltando um grupo, uma classe ou uma congregação de pessoas. A Casa 11 contém as associações, as tribos, os clubes e os nossos amigos. Ela guarda as vivências de tudo que afirma a identidade da coletividade, como as associações de classe, as organizações não governamentais e qualquer grupamento de pessoas que se reúnem por afinidade. A Casa 11 guarda as experiências em que os indivíduos contribuem para o progresso e a evolução da sociedade, procurando redesenhar o futuro e tornar as pessoas mais livres, fraternas e humanitárias. O signo regente da Casa 11, delineia a primeira abordagem dessas experiências de formação de grupos, aglomeração de classes, projetos de evolução social e exaltação da coletividade.




Para sermos livres, precisamos antes conhecer nossos limites emocionais - os condicionamentos mais entranhados em nosso padrão de comportamento, aqueles que repetimos automaticamente - para depois livrarmo-nos deles. É na 11ª casa astrológica que encontramos estes possíveis condicionamentos e, também, uma dica de como vencê-los. Neste setor prático da nossa vida não podemos ser autômatos, devemos usar a mente para a realização de ideais e da criação.

Você está preso e subordinado a quê? A quem ou a o quê entrega a "sua cabeça" para que seja "feita"? Será que não está muito subordinado às necessidades da matéria, a tal ponto que é impedido de até mesmo olhar o céu? Quando mantemos a cabeça abaixada, acabamos por olhar somente o nosso próprio umbigo. Olhar o céu é libertar-se, é tomar conhecimento do infinito, eterno e do perfeito.

Quando falo matéria não me refiro à Terra, à mãe Gaia, pois é a Terra que nos dá o sustento, oferece a base para os nossos pés e serve como nosso ponto de apoio. Não podemos olhar o céu e voar em nossa imaginação sem termos as bases bem plantadas, os pés confortavelmente e amorosamente bem integrados à Terra. Estar subordinado significa estar pensando apenas em sucesso pessoal ou em uma liderança que atenda somente a nossa vaidade. Um ideal só é realizado quando totalmente liberto da necessidade de aplausos, de reconhecimento pessoal, de glórias e honras. Libertar-se das vaidades, do orgulho e do ego é criar asas para voar e possibilitar verdadeiras criações.

Cada um precisa libertar-se da bola de ferro que o prende e aumenta cada vez mais. Esta "bola de ferro" é o condicionamento que não nos deixa caminhar, quanto mais voar. Libertados desta corrente, devemos então analisar o que podemos fazer com nossa humanidade e potencialidade.

Todos temos nossas sementes ainda não plantadas. Para que esta sua potencialidade desabroche, você precisa pensar e fazer circular suas idéias. É preciso pegar a faca e cortar o queijo, e não manter um potencial para nunca ser realizado. Libertar-se dos condicionamentos não significa encontrar as potencialidades, mas significa que é por ali que emocionalmente você pode encontrar a sua libertação.

Para alcançarmos este vôo, nada melhor do que estar leve, sem apegos ou padrões de comportamento repetitivos. É imprescindível que você tome consciência da vida que está levando, o que anda fazendo com suas idéias, ideais e capacidade de realizar seus potenciais. O que você tem feito com o seu poder maior, doado a todos os homens, que é o Dom do Livre Arbítrio? Como tem feito suas escolhas? Ao menos tem utilizado esse potencial maior, que é a capacidade de decidir sua própria vida?

Para saber decidir bem, o primeiro passo é romper com os condicionamentos e deixar para trás os pesos que não lhe deixam voar. Temos as chaves para abrir nossos compotas e deixar a alma sair, temos o livre arbítrio, temos o pensamento. Se pararmos para pensar, o mínimo que seja, já estaremos nos libertando de várias bolas de ferro. O pensamento é uma grande chave para a verdadeira liberdade. Pense um pouco mais antes de agir.

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