quarta-feira, 24 de junho de 2015

História da Astrologia

Hoje vamos falar um pouco sobre a História da Astrologia, como ela surgiu, como se desenvolveu e quais foram suas principais influências.

Crenças relacionadas com observações celestes estão presentes em todas as culturas humanas e incluenciaram vários aspectos da história humana, incluindo visões de mundo, língua e vários elementos das diversas culturas.

Antiguidade

As primeiras evidências de tais práticas apareceram como marcações em ossos e paredes de cavernas, que mostram os ciclos lunares, sendo registradas há mais de 25 mil anos atrás. Os primeiros passos na previsão astrológica aconteceram na percepção da influência da Lua nas marés e nos rios, fazendo com que os primeiros homens se organizassem com base neste primeiro ciclo periódico.

Entre os indo-europeus, a astrologia teve sua aparição por volta do terceiro milênio antes de cristo, com raízes em sistemas de calendários usados para prever mudanças sazonais e interpretações dos ciclos celestes como sinais de comunicação divina. À partir do terceiro milênio, várias civilizações mais avançadas desenvolveram uma sofisticada percepção dos ciclos celestiais, à partir de construções alinhadas com ciclos das estrelas.




Existem algumas evidências que sugerem que as primeiras evidências de um sistema astrológico completo são cópias de textos cuneiformes feitos neste período. Duas dessas evidências vêm da Tábua de Vênus de Ammisaduqa (compilada em uma tábua de barro na Babilônia, por volta de 1700 AC) que fazem referência ao reinado do rei Sargon da Akádia, que mostra o uso da astrologia eletiva para determinar melhores momentos para algumas ações serem tomadas, como casamentos ou viagens. Outro exemplo é o registro feito por Gudea de Lagash (2144 - 2124 AC) que narra que os deises revelaram a ele as constelações mais favoráveis para a construção de um templo.

Não só os babilônicos possuiam um sistema astrológico avançado, mas também os egípcios, dada a enorme influência dos ciclos solar e lunar nas diversas cheias e baixas do rio Nilo. Em 525 AC os Egípcios foram conquistados pelos Persas e muito da astrologia egípcia passou a ser influenciada pela astrologia babilônica. Após a ocupação Egípcia por Alexandre o Grande em 332 AC, novamente a astrologia Egípcia passou por grande influência dos Helênicos e, com a construção de Alexandria, capital do conhecimento da antiguidade, a Astrologia pôde se desenvolver muito mais do que foi possível anteriormente. Foi nesta época que começou a surgir a astrologia moderna ocidental, com conhecimentos astrológicos das três principais civilizações ocidentais da antiguidade fornecendo conhecimentos para uma interpretação mais avançada dos astros. Foi em Alexandria, por exemplo, que a tradição Egípcia dos Decanatos foi misturada ao Horóscopo grego, adicionando os símbolos Babilônicos que posteriormente seriam incorporados aos Gregos.

Os Decanatos eram um sistema de medida de tempo sideral de acordo com as constelações. O surgimento de uma constelação no céu dividia a noite em "horas". Cada decano era associado com uma das 36 partes do zodíaco. Com o passar do ano, cada constelação surgia logo depois do nascer do sol após 10 dias, totalizando 360 dias. Futuramente, os decanos foram integrados ao ciclo lunar, formando o signo astrológico, que possuia 3 decanos cada.

Particuparmente importante foi o trabalho do astrólogo e astrônomo Ptolomeu, que viveu em Alexandria. Seu trabalho, intitulado Tetrabiblos possui as bases da astrologia moderna ocidental, e é considerado por muitos a bíblia do conhecimento astrológico do mundo antigo, por juntar os conhecimentos das três escolas do mediterrâneo e da ásia menor.

O passado recente

Na Europa medieval e na antiga América, a astrologia estava presente em todas as áreas da vida cotidiana. A medicina se baseava na astrologia: as ervas eram plantadas, colhidas e preparadas conforme princípios astrológicos. Mal uma doença se manifestava, elaborava-se um mapa para o doente, a quem era ministrado uma mistura de ervas baseada na interpretação do mapa.

Os astrólogos da Idade Média aperfeiçoaram também a arte da previsão. Nostradamus talvez seja o mais famoso desses astrólogos medievais, embora tenha tido de disfarçar as suas previsões em obscuras "súmulas" a fim de enganar a Inquisição.

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